Um homem solitário ao mar, um capitão sem companhia, uma embarcação que dispensa tripulação. Atacado pela angústia e cansado pela busca, gritando ao horizonte, "Que os ventos assoprem e estrelas me guiem em meu caminho!" Sobrevivendo de sentimentos e pensamentos nostálgicos, uma vida triste e misteriosa, tudo por segredos do passado. A tempestade está à frente, ocultando a luz, sons que aos ouvidos lembram gritos ou rugidos de dor, almas se afogando na agonia por não terem encontrado o que deviam?
Uma busca incerta e insegura, sem uma conquista certa, contudo o que lhe vale é a vontade de encontrar; águas ou terras em sua mente prometidas, que sejam tão belas quanto aqueles olhos que conheceu num passado e nunca mais pôde esquecer, águas claras, verdes ou azuis? Não se lembra bem. Terras de firmes onde encontrará um mar cor de mel. Cores exatas não vê mais em sua mente, mas quando encontrar tem certeza que irá recordar. Olhos que poderia ou deveria ter amado, que naquele terrível época atrás, teve que abandonar.
Se no passado errou, agora quer corrigir, quer no lugar sagrado e tão desejado encontrar a beleza e suavidade que um dia deixou passar, para salvar sua alma da tristeza infame, se mostrar vitorioso para os que lhe afligem e quem sabe ter nos braços o amor que deixou de ter.
Oh céus que chegue o lugar desejado!
No fundo do coração, só um único desejo consegue morar e não o permite desanimar: Que nas águas de seus olhos em paz para sempre eu possa navegar!
Nenhum comentário:
Postar um comentário